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Artigos

A Pinacoteca do Estado de São Paulo lança em 01/03/12, às 19h, lançamento do livro “Lá e Cá, Retrospectiva Fernando Lemos”, com a presença do artista, da curadora Vera D’orta, de Renina Katz e Fabio Magalhães. A mostra “Lá e Cá. Retrospectiva Fernando Lemos” ocorreu entre 24/09 e 15/11/11 na instituição. 
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Mais informações: 
Pinacoteca do Estado de São Paulo 
Praça da Luz, 2, Luz, tel. (11) 3324-1000. www.pinacoteca.org.br

a partir de 17 fevereiro


O Centro de Arte Moderna mostra dois dos expoentes máximos da arte contemporânea brasileira, as artistas Beatriz Milhazes e Rosângela Rennó, com as exposições Quatro Estações e Frutos Estranhos.


Quatro estações
Beatriz Milhazes (1960, Rio de Janeiro) inspira-se no ambiente tropical, na história e na cultura do Brasil para criar os motivos básicos das suas pinturas plenas de cor. Flores, arabescos, ornamentos abstratos, formas geométricas e padrões rítmicos cruzam-se nas suas composições, expandindo um espaço plano cuja profundidade surge da colorida dinâmica dos elementos decorativos.

 


Esta exposição é constituída por quatro novas pinturas monumentais representando as quatro estações do ano, acompanhadas por sete impressionantes colagens, uma escultura móvel e uma obra inédita, em vinil, criada especialmente para esta mostra.

É a primeira vez que a artista, que também se dedica à cenografia e conceção de palcos teatrais, fachadas, têxteis e cerâmica, trabalha com pinturas de grandes dimensões. De início, cada um dos quadros era autónomo, mas a artista rapidamente se apercebeu de que existia uma forte ligação entre os quatro, pelo facto de terem sido pintados em paralelo, acabando por formar uma unidade. Mas, enquanto as três primeiras estações se caracterizam por grandes motivos florais e cores exuberantes, Winter (inverno) dá corpo a uma forma abstrata e quase corpórea sobreposta a linhas verticais simétricas. A altura dos quatro quadros é a mesma, mas a largura corresponde proporcionalmente à duração da respetiva estação do ano no Rio de Janeiro.

A exposição Quatro estações realiza-se em parceria com a Fundação Beyeler de Basileia (Suíça).
CAM – Hall, Nave e Sala A
Curadoria: Michiko Kono e Isabel Carlos
17 de fevereiro-20 de maio



Rosângela Rennó. Frutos estranhos
Esta exposição antológica cobre mais de duas décadas de trabalho da artista. O título, retirado de uma série de obras de 2006, constitui uma boa síntese da relação da artista com a fotografia e com o universo das imagens técnicas.


Nascida em Belo Horizonte em 1962, Rosângela não é uma fotógrafa no sentido tradicional do termo, dado que as imagens que compõem a sua obra não resultam de um ato operado inicialmente por si: não foi ela que carregou no botão, que enquadrou, que registou. Rosângela é uma recoletora de imagens de diversas proveniências, desde álbuns de família a fotografias de jornais e de agências de informação, passando por obituários, fotos de identificação e de arquivos cadastrais ou ainda memórias turísticas. Essas imagens – com exceção do seu trabalho em vídeo – são recontextualizadas, reenquadradas, ampliadas, reimpressas. São, de algum modo, frutos de uma árvore-vida que a artista se limita a colher e depois a mostrar, a dispor, por vezes de um modo estranho, que nos leva a vê-los, a esses frutos do olhar e da memória dos outros, com uma nova visão e cosmogonia.

Conceptual e politicamente empenhada, Rennó expõe-nos vítimas de atos de violência e de exclusão social, desde presidiários a simples anónimos, mas denuncia também a fotografia como ato de manipulação.

A exposição segue para Zurique onde será exibida na Fotomuseum Wintherthur, entidade parceira desta iniciativa.

CAM – Galeria 1 e Sala B
Curadoria: Isabel Carlos
17 de fevereiro-6 de maio

Quinta, 23 Fevereiro 2012 20:48

Eliseu Visconti - a modernidade antecipada

Eliseu Visconti - a modernidade antecipada

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição Eliseu Visconti - a modernidade antecipada com cerca de 250 obras, entre pinturas, desenhos, cerâmica e documentos. Esta exposição celebra o ano da Itália Brasil e um momento importante na divulgação da obra de Eliseu Visconti, já que a última exposição retrospectiva de Visconti (Salerno, Itália 1866 - Rio de Janeiro, RJ, 1944) foi realizada em 1949 no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro. “Esta mostra representa uma oportunidade para que o público de hoje tome contato com a produção de Visconti, em toda sua extensão. Trata-se de ocasião ímpar, visto que a maior parte de sua obra está guardada em coleções particulares. Esta mostra tem por propósito recuperar a obra de Visconti, situando-o como grande expoente da arte brasileira no período crítico da primeira República”. Afirma Rafael Cardoso, um dos curadores da mostra.

Apresentada no primeiro e no segundo andar do museu, a exposição é dividida por períodos e temas desenvolvidos por Visconti durante sua carreira, 1888 a 1944. Entre eles estão pinturas de Paisagem, Retratos, Nus, com destaque para a importante produção do artista nas vertentes Simbolista e Impressionista, estilos em que é reconhecido como um dos maiores mestres da arte brasileira. Arte Decorativa e Design que apresenta uma série de projetos aplicados à indústria e que foi tema de uma mostra realizada pela Pinacoteca em 2008; Auto-retrato em que são apresentados cerca de 25 trabalhos, incluindo cenas de Visconti com a família. “Aqui o visitante terá a oportunidade de conhecer o processo artístico de Visconti, especialmente nas obras Maternidade, 1906 e Recompensa de São Sebastião, 1987, das quais são apresentadas um conjunto de estudos e variantes pouco conhecidos. Além dessas obras, serão apresentados, ainda trabalhos como A Convalescente,1897, que foi recém localizada após décadas longe da vista do público, e Sonho Místico, 1897, que retorna ao Brasil pela primeira vez após sua compra pelo governo do Chile há um século.

Eliseu Visconti foi, entre as décadas de 1890 e 1920, um dos artistas mais importantes do Brasil e um dos que mais participou de exposições estrangeiras, conquistando prêmios na França, nos Estados Unidos e no Chile. “A carreira artística de Visconti desenrolou-se no momento fundamental da história brasileira que se estende desde os últimos anos do Segundo Reinado até a Segunda Guerra Mundial. Ele pertence a uma geração que fez, em vida, a ponte entre o Brasil imperial e o Brasil moderno. Hoje sua obra integra as principais coleções particulares e públicas do país. A presente exposição representa uma oportunidade para que o público de hoje tome contato com a produção de Visconti, em toda sua extensão. Trata-se de ocasião ímpar, visto que a maior parte de sua obra está guardada em coleções particulares. Dos cerca de 230 trabalhos aqui expostos, é provável que poucos visitantes – mesmo os especialistas em História da Arte – tenham conhecimento prévio de mais de uma dezena de suas pinturas. O mais curioso é que há exatos 100 anos – no mês de dezembro de 1911 –, quatro obras, A Providência Guia Cabral (1899), Maternidade (1906), A Carta (1906) e Retrato da Minha Filha (1909), Maternidade (1906), de Eliseu Visconti foram expostas pela primeira vez no prédio que hoje abriga a Pinacoteca do Estado de São Paulo, antes Liceu de Artes e Ofícios, na Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes”. comenta Mirian Seraphin, também curadora da mostra.  Até 26/Fev/2012.



The works, which were sold at Artcurial Deauville, were supposedly from the artist’s family

Several dealers voiced doubts about the authenticity of the photographs immediately after the sale, but details of the affair did not begin to emerge until December, when the vendors brought a lawsuit for non-payment against the auction house.

Last month, the “expert” for the sale (in France, auction houses often employ independent specialists), Grégory Leroy, filed a complaint to the police. “This seems to have been a carefully prepared swindle, we were all taken in,” he says. Commandant Philippe Huet says that there is an investigation against “persons unknown” for alleged faking but could not comment further.

At issue is a catalogue of 83 lots that supposedly came from the family of Charles Edouard de Crespy Le Prince (1784-1850), a minor painter and engraver (the Jean-Jacques Rousseau Museum in Montmorency has one of his works). The catalogue comprised 185 images on salt paper and 73 negatives, all of which are studies of trees and rocks. The works were “rediscovered” according to a catalogue introduction that did not give other details of provenance. The text dated them to 1848, placing them close to the official beginning of photography (1839). Many leading dealers and collectors were present in the saleroom, and others were on the telephone. All the lots sold for prices between €745 and €34,080, mainly within estimate although some of the most expensive made ten times expectations. The sale totalled €554,200. The consignors were given a €100,000 advance.

One of the main buyers was collector and book dealer Jean-Claude Vrain. He says that he bought many lots on the telephone, unseen. “After the sale I heard there were doubts, and when I received the lots, I immediately thought they were fakes,” he says. “I have refused to pay, and have made a deposition to the police. It is totally disgraceful that the auction house did not cancel the sale once it was clear there was a problem.” The leading US dealer Hans Kraus says he had bought some items at the sale over the telephone, but after seeing them asked for the purchase to be rescinded and the sums reimbursed. He had not received any repayment as we went to press.

In December, the consignors, Jean Reverdy and Jean-Marie Malzieu, brought an action in a local commercial tribunal in an attempt to recover €336,000 from the auction house. The judge did not award the sum, and in the ruling, he noted that he did not understand why the firm did not immediately cancel the sale once doubts were expressed. An attempt by The Art Newspaper to reach the vendors’ lawyers was unsuccessful, but one told the French website Rue89 that he acted in good faith and had bought the photos in a bric-and-brac shop in the 1990s, paying FFr 10,000.

At the time of the sale, James Fattori was the director of the auction house. He left the firm in January and did not want to comment. The other auctioneer, Bernard de Reviers, says: “This is a complicated case; I cannot comment further while the police investigation is continuing.” No date is set for the conclusion of the investigation. Grégory Leroy says: “I have spent €140,000 reimbursing three of the main buyers, and I have had nothing back so far.”

The specialist photography dealer Alex Novak of Vintage Works did not attend the sale, nor buy, but has since examined some of the photographs. He points to a number of concerns. One is the paper used, which appears to be polluted. “A photographer of that period would not have made use of such paper,” says Novak. He has one of the biggest collections in private hands of paper negatives, and says he has never seen paper, either of negatives or prints, as thick or some of the tones used. He says that the perfectly-cut prints appear to have been cut by machine, rather than by hand. It is also unusual for such a large body of work to have “just one subject, nondescript rocks and trees. There are always a few with other themes: people, something personal,” he says.

Novak says it is to the credit of collectors and dealers that none of the items from the sale have seeped into the market place. “We’re trying to fix this problem without a scandal,” he says. And Kraus says: “It is a salutatory lesson, not to trust catalogues, and to be more careful.”

It is noteworthy that the alleged forgery has taken so long to become public. A number of dealers we contacted were unwilling to comment or be named, and others said that they did not know about it. In such a small world, is this embarrassment at being fooled or to protect their market?

Quarta, 22 Fevereiro 2012 15:51

'O Grito' será leiloado em Nova York em maio

'O Grito' será leiloado em Nova York em maio

A Sotheby's vai oferecer a única versão pertencente a um colecionador privado de "O Grito", de Edvard Munch. O leilão está previsto para 2 de maio em Nova York, e a expectativa é arrecadar mais de 80 milhões de dólares.

O dono da obra de arte pintada em 1895 é o empresário norueguês Petter Olsen, cujo pai Thomas era amigo, vizinho e patrocinador de Munch, segundo informou a casa de leilão.

Existem quatro versões da famosa pintura de um personagem em desespero com as mãos no rosto gritando. Os outros três estão em coleções de museus norugueses.

Simon Shaw, vice-presidente-sênior e chefe do departamento de Arte Moderna e Impressionista da Sotheby's em Nova York, classificou a obra "como uma das mais importantes nas mãos de um colecionador privado".

"Como são raros leilões de ícones de arte desse tipo, é difícil prever o valor de 'O Grito'", acrescentou. "Mas o sucesso recente de obras de arte na Sotheby's sugere que o preço possa exceder 80 milhões de dólares."

Ele classificou "O Grito" como uma das imagens de maior reconhecimento instantâneo do mundo, perdendo apenas para "Mona Lisa"', de Leonardo Da Vinci.

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